A candidata Marina Silva (PSB) anunciou neste domingo seu apoio a Aécio Neves (PSDB) com o objetivo de derrotar no segundo turno de 26 de outubro a presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição.
"Tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e o meu apoio a sua candidatura. Votarei em Aécio e o apoiarei", disse em uma coletiva de imprensa Marina, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 21,3% do total de votos válidos e cujo apoio é considerado chave.
Marina havia condicionado o apoio a Aécio a que este aceitasse parte das propostas de seu programa, sem pensar em cargos políticos.
Aécio leu no sábado em Recife um documento no qual aceitava parte dos pedidos feitos por Marina para mobilizar os 22 milhões de brasileiros (21,3% dos votos válidos) que votaram nela no dia 5 de outubro.
"Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos (...) Agora, novamente, temos um momento em que a alternância de poder fará bem ao Brasil (após 12 anos de governo do PT), e o que precisa ser reafirmado é o caminho dos avanços sociais", disse Marina, acompanhada por membros de seu partido e por seu ex-companheiro de chapa, Beto Albuquerque.
Agarrada a sua proposta pela mudança e por criar uma nova política no país, Marina já havia descartado a ideia de apoiar Dilma Rousseff (PT), que terminou em primeiro lugar no último domingo no primeiro turno das eleições.
O anúncio de Marina, que ficou de fora do segundo turno, pode ser decisivo no duelo dos dois candidatos. Dilma e Aécio estão em empate técnico, segundo as pesquisas.

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