Durante visita nesta quarta-feira (1º) à favela de Paraisópolis, no Morumbi, zona oeste de São Paulo, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, tentou demonstrar confiança de que estará no segundo turno após a subida do rival Aécio Neves (PSDB) nas pesquisas.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada ontem (30), Marina aparece com 25% das intenções de voto, seguida de perto de Aécio, com 20% --Dilma Rousseff (PT) lidera com 40%. No início do mês, o tucano tinha 15% das intenções e Marina, 34%, mesmo percentual da candidata petista."A sociedade brasileira e eu
já estamos no segundo turno. Temos a plena convicção que os brasileiros não vão tornar essa eleição um plebiscito", disse Marina, em entrevista coletiva durante a visita à comunidade.Na última pesquisa Datafolha, divulgada ontem (30), Marina aparece com 25% das intenções de voto, seguida de perto de Aécio, com 20% --Dilma Rousseff (PT) lidera com 40%. No início do mês, o tucano tinha 15% das intenções e Marina, 34%, mesmo percentual da candidata petista."A sociedade brasileira e eu
Questionada sobre qual estratégia irá adotar diante da queda nas pesquisas, Marina falou em continuar a "debater o Brasil". "A gente vai continuar fazendo o nosso esforço de respeitar os brasileiros, de debater o Brasil."
Correios
Reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal "O Estado de S. Paulo" mostra vídeo em que o deputado federal Durval Ângelo (PT-MG), em reunião com diretores dos Correios, comemora a ascensão nas pesquisas de Dilma e de Fernando Pimentel, candidato do PT ao governo do Estado, e atribui a alta nas pesquisas ao trabalho feito pelos Correios.
Questionada sobre o tema, Marina associou o episódio à reeleição. "A reeleição é uma chaga pelo país. Ela começou da forma errada, comcompra de voto, e inaugurando o mensalão no Congresso Nacional. Depois, ela passou a ser uma prática que faz os governantes, em vez de pensar nos interesses da população, fazem de tudo para reeleger, não importa os meios. É por isso que sou contra a reeleição, porque cria uma situação de aparalheamento, de uso político das instituições públicas. Cria-se uma situação de que vale tudo para ganhar uma eleição."
Questionada sobre o tema, Marina associou o episódio à reeleição. "A reeleição é uma chaga pelo país. Ela começou da forma errada, com
Ataques do PT
Ontem (30) Marina Silva fez o discurso mais inflamado contra Dilma Rousseff desde que a campanha teve início. A ex-senadora afirmou que a rival mente quando diz que não sabia sobre o "roubo na Petrobras". Em resposta, Dilma afirmou que Marina mentiu ao dizer que votou a favor da criação da CPFM e que isso demonstra uma "falha de caráter."
Nesta quarta-feira, Marina citou a construção do Hospital de Paraisópolis, que teria sido prometida por Dilma na campanha de 2010, mas não foi concretizada. "Falta de caráter é vir numa comunidade como essa, prometer um hospital e não cumprir o compromisso depois de quatro anos. Isso sim é mentira. Mentira é se comprometer e não cumprir com o que se comprometeu."
Nesta reta final das eleiçoes, a campanha do PT produziu inserções de TV que associam Marina a figuras ligadas à ditadura, como a família Bornhausen e o ex-senador Heráclito Fortes (PSB). Perguntada sobre a associação, Marina afirmou que as "contradições" de Dilma são mais profundas.
"As companhias que a presidente tem, do Collor, do Sarney, do Maluf, do Renan Calheiros, do Jader Barbalho, e tantosoutros , com certeza, essas sim, é (sic) a verdadeira contradição, a contradição mais profunda, que nós podemos encontrar na trajetória de pessoas que deveriam estar honrando essa trajetória", disse Marina.
Nesta quarta-feira, Marina citou a construção do Hospital de Paraisópolis, que teria sido prometida por Dilma na campanha de 2010, mas não foi concretizada. "Falta de caráter é vir numa comunidade como essa, prometer um hospital e não cumprir o compromisso depois de quatro anos. Isso sim é mentira. Mentira é se comprometer e não cumprir com o que se comprometeu."
Nesta reta final das eleiçoes, a campanha do PT produziu inserções de TV que associam Marina a figuras ligadas à ditadura, como a família Bornhausen e o ex-senador Heráclito Fortes (PSB). Perguntada sobre a associação, Marina afirmou que as "contradições" de Dilma são mais profundas.
"As companhias que a presidente tem, do Collor, do Sarney, do Maluf, do Renan Calheiros, do Jader Barbalho, e tantos
Maior favela de São Paulo
Encravada em uma área nobre de São Paulo, Paraisópolis é a maior favela da capital, com cerca de 60 mil moradores. A visita à comunidade foi intermediada pelo candidato a deputado estadual Gilson Rodrigues, do PPL (Partido Pátria Livre), sigla que apoia Marina. O candidato foi presidente da União do Moradores de Paraisópolis, mas se licenciou por conta das eleições.
Na visita, Marina acompanhou apresentações da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis e de um grupo de balé, cujas meninas usavam um coque semelhante ao de Marina. "Estou me sentindo literalmente em casa com tanto coque", brincou a candidata. "Elas me falaram que vieram todas de Marina", disse Gilson Rodrigues.
Em seguida, a ex-senadora discursou por 20 minutos e fez algumas críticas ao governo do PT. Prometeu contruir o Hospital de Paraisópolis, aumentar vagas em creches, oferecer educação de tempo integral e criar o passe livre estudantil. "Os outros candidatos fazem promessas. Nós assumimos compromissos."
Marina afirmou que conhece a realidade da favela por ter morado em ocupações em Rio Branco, no Acre. A candidata disse que é mentira as acusaões que, segundo ela, os adversários petistas fazem quando afirmam que ela acabaria com o Bolsa Família.
Depois do discurso, Marina e seu vice, Beto Albuquerque, deram entrevista à rádio comunitária Nova Paraisópolis, cuja frequência atinge toda a comunidade. Com perfil "chapa branca", a entrevista tornou-se mais um ato de campanha na comunidade.
No primeiro semestre, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos esteve Paraisópolis e chegou a visitar a escola estadual Governador Miguel Arraes, seu avô.
Na visita, Marina acompanhou apresentações da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis e de um grupo de balé, cujas meninas usavam um coque semelhante ao de Marina. "Estou me sentindo literalmente em casa com tanto coque", brincou a candidata. "Elas me falaram que vieram todas de Marina", disse Gilson Rodrigues.
Em seguida, a ex-senadora discursou por 20 minutos e fez algumas críticas ao governo do PT. Prometeu contruir o Hospital de Paraisópolis, aumentar vagas em creches, oferecer educação de tempo integral e criar o passe livre estudantil. "Os outros candidatos fazem promessas. Nós assumimos compromissos."
Marina afirmou que conhece a realidade da favela por ter morado em ocupações em Rio Branco, no Acre. A candidata disse que é mentira as acusaões que, segundo ela, os adversários petistas fazem quando afirmam que ela acabaria com o Bolsa Família.
Depois do discurso, Marina e seu vice, Beto Albuquerque, deram entrevista à rádio comunitária Nova Paraisópolis, cuja frequência atinge toda a comunidade. Com perfil "chapa branca", a entrevista tornou-se mais um ato de campanha na comunidade.
No primeiro semestre, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos esteve Paraisópolis e chegou a visitar a escola estadual Governador Miguel Arraes, seu avô.

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