Prós e Contras com opinião de Ana Julia
Após o sucesso na matéria ''Decida em quem votar amanhã'', postado no sábado, dia 04/10/2014, o Plantão da Política resolveu trazer a matéria ''Decida em quem votar no segundo turno (parte 1 e parte 2)'' , onde na parte 1,iremos falar da trajetória de Aécio e Dilma até chegarem a candidatura a presidência. Para não ficar uma matéria enorme e entediosa de se ler, resolvemos dividi-la em duas partes. Onde na segunda iremos falar do plano de governo de cada um. Particularmente, votar sem conhecer o candidato é uma completa incompetência. Votar porque algum familiar, amigo, ou conhecido pediu sem ao menos falar um pouco do plano e sem conhecer o trabalho do candidato, é a mesma coisa que deixar uma ovelha pastorear as demais ovelhas, ao em vez de um pastor qualificado. Por isso, é extremamente importante, todos os eleitores conhecerem o trabalho dos dois candidatos que disputam o segundo turno. Independente que você já os conheça, sempre é bom manter-se informado, por isto, confira á seguir:
Conheça a trajetória de Aécio Neves (PSDB)
Filho de Aécio Cunha e Inês Maria, Aécio Neves da Cunha nasceu no dia 10 de março de 1960 em Belo Horizonte (MG) em uma família que ganhou destaque na política nacional. Aécio é neto de Tancredo Neves, eleito indiretamente à Presidência da República em 1985 e que não chegou a assumir o cargo porque morreu na véspera da posse em decorrência de diverticulite. Os primeiros passos na política começaram ao lado do avô em 1981, quando trabalhou na campanha para o governo de Minas Gerais. Dois anos depois, se tornou secretário particular de Tancredo Neves no governo do Estado. Em 1984, formado em economia pela PUC-RJ, Aécio mergulhou na campanha das Diretas Já, que pedia voto direto para presidente, e ajudou na campanha presidencial do avô. Com a morte de Tancredo, em 1985, ele assumiu uma diretoria na Caixa Econômica Federal. Um ano depois, Aécio ganha sua primeira eleição para câmera de deputados, onde permaneceu por quatro mandatos consecutivos. Nesse período, contribui com a emenda que instituiu o direito ao voto para jovens entre 16 e 18 anos na formulação da Constituição Brasileira. Em 2002, foi eleito governador de Minas Gerais com 60% dos votos válidos no primeiro turno. No cargo, adotou um modelo de trabalho que chamou de “Choque de Gestão”. O plano era extinguir cargos de confiança e diminuir seu próprio salário para zerar as dívidas do Estado. Em 2006, foi reeleito no primeiro turno com 77% dos votos válidos para outro mandato no governo de Minas Gerais. Em 2010, conseguiu eleger seu sucessor, Antonio Anastasia, para o governo do Estado. Ainda naquele ano, Aécio passou a se dedicar à candidatura ao Senado Federal. No pleito, recebeu mais de 7,5 milhões de votos e se tornou o senador mais votado da história de Minas Gerais. Ao assumir o cargo, fez um discurso expondo os supostos 13 fracassos do governo do PT entre 2002 e 2010. Durante seu mandato no Senado, o tucano levantou bandeiras como a transformação do programa Bolsa Família em uma política de Estado, refinanciamento da dívida dos Estados e municípios com a União e aumento da pena para adultos que corromperem menores, além de incluir a corrupção de menores no rol dos crimes hediondos. Na legislatura, Aécio criticou, por várias vezes, as supostas irregularidades na Petrobras, que incluem a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e contribuiu para a instalação da CPI mista da estatal — com senadores e deputados. Também fez parte do repertório de críticas de Aécio o modelo do programa Mais Médicos do governo federal, por causa do pagamento aos médicos cubanos, e à política de investimentos em infraestrutura. Em maio de 2013, Aécio foi eleito presidente nacional do PSDB com 97% dos votos. Em junho de 2014, convenção partidária do PSDB confirmou o nome de Aécio Neves para a disputa da Presidência da República. A coligação do tucano tem oito partidos políticos: PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PT do B.
Conheça a trajetória de Dilma Rousseff (PT)
Filha do poeta e empresário búlgaro Pétar Russév (naturalizado no Brasil como Pedro Rousseff) e da professora brasileira Dilma Jane Silva, Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em 1964, enquanto estudava no Colégio Estadual Central, começou a militar na Polop (Organização Revolucionária Marxista - Política Operária). Depois da Polop, ingressou na Colina (Comando de Libertação Nacional), movimento adepto da luta armada. Em 1969, começou a viver na clandestinidade e foi obrigada a abandonar o curso de economia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que havia iniciado dois anos antes. Em julho de 1969, Colina e VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se uniram, criando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Apesar de ter recebido treinamento de guerrilha, Dilma nega ter participado de ações armadas; enquanto esteve na clandestinidade, usou vários codinomes, como Estela, Luiza, Maria Lúcia, Marina, Patrícia e Wanda. Em janeiro de 1970, foi presa em São Paulo e ficou detida na Oban (Operação Bandeirantes), onde foi torturada. No total, foi condenada a 6 anos e 1 mês de prisão, além ter os direitos políticos cassados por dez anos. No entanto, conseguiu redução da pena junto ao STM (Superior Tribunal Militar) e saiu da prisão no final de 1972. Depois de ter morado em São Paulo e Rio de Janeiro, Dilma se estabeleceu em Porto Alegre, onde começou a trabalhar, em 1975, na FEE (Fundação de Economia e Estatística), órgão do governo gaúcho. Dois anos depois, formou-se em Economia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), sendo demitida da FEE após ter seu nome incluido em uma lista de "subversivos". Nas décadas de 1980 e 1990, atuou no governo do Rio Grande do Sul, nas secretárias da Fazenda e de Energia, Minas e Comunicações, e nos governos de Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT). Em 1989, fez campanha para Leonel Brizola (PDT), candidato a presidente; no segundo turno, apoiou Lula (PT). Desfiliou-se do PDT em 2001, quando entrou no PT. Em 2003, assumiu o cargo de Ministra de Minas e Energia do governo Lula. Dilma defendia um modelo que não concentrasse todo o setor nas mãos do Estado, ao mesmo tempo em que o governo buscava se aproximar do mercado. A interlocução com o capital e o comando do programa Luz para Todos foram decisivos para que Dilma se tornasse, em 2005, ministra-chefe da Casa Civil no lugar de José Dirceu. À frente de ambos os ministérios, tornou-se conhecida por ter um perfil tido como centralizador e técnico, bem como por suas fortes cobranças a ministros e assessores. Em sua gestão, também ganhou popularidade ao ser indicada pelo presidente Lula como gestora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). No início de 2009, foi acometida por um câncer no sistema linfático e submetida a tratamento; a ex-ministra foi considerada curada por sua equipe médica em setembro de 2009. Depois de uma campanha eleitoral que se estendeu ao segundo turno, é eleita, em outubro de 2010, a primeira mulher presidente do Brasil.
Saiu a segunda parte da matéria, para ler clique aqui.
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